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Festival de Folclore Notícias
19/07/2018

Neozelandês descendente de Pedro Álvares Cabral está no 46º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis

Tamou integra o Te Roopu Manutaki Culture Group e veio ao Brasil em busca de conhecimento sobre seus ancestrais portugueses

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FOTOS: Marcelo Moura | Comunicação PMNP

O Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis, conhecido por proporcionar aos visitantes ricas apresentações culturais e promover a união dos povos por meio da diversidade folclórica, foi palco de uma história extraordinária em sua 46ª edição. Tamou, integrante do grupo Te Roopu Manutaki Culture Group, da Nova Zelândia, além de apresentar a cultura Maori, também veio ao Brasil com outra missão: conhecer a terra que seu ancestral português, Pedro Álvares Cabral, descobriu no ano de 1.500.

         Em sua mala, além da tinta escura para fazer sua Moko (tatuagem) no rosto e da sua Taiaha (lança), Tamou trouxe sua árvore genealógica, na qual está destacada sua descendência portuguesa. De acordo com os documentos, o neozelandês é descendente da família do descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral. Tamou veio para o festival com sua esposa, Shantelle, e seus três filhos, Ngakiriki, Tanapaparoa e Te Moana, que também integram o Te Roopu Manutaki Culture Group, para apresentar sua cultura ao público do evento e ainda aproximar sua família dos caminhos percorridos por seus ancestrais.

         De acordo com Tamou, os habitantes da Nova Zelândia dão muito valor às suas origens. “Valorizamos nossos antepassados. Procuramos descobrir de onde viemos e saber o máximo possível sobre nossa linhagem. Sei que sou descendente de Manuel de Lima, um sobrenome muito comum na Nova Zelândia, inclusive. Também sei que Manuel de Lima é descendente de Pedro Álvares Cabral. É muito especial estar na terra descoberta por meus antepassados. De certa forma, posso dizer que me sinto em casa”, explica.

         Para o coordenador do 46º Festival Internacional de Folclore, Paulo Cesar Soares, receber um neozelandês descendente do descobridor do Brasil no evento é algo impressionante. “Quase não acreditei quando descobri essa história. De fato, esse festival reserva muitas surpresas, mas eu jamais poderia imaginar que viveríamos um momento como esse. É uma coincidência de proporções incalculáveis, que confirma o quão especial é o nosso festival”, pontua Paulo.

O Te Roopu Manutaki Culture Group permanece até domingo, 22 de julho, em Nova Petrópolis. Após concluir sua participação no festival, os integrantes do grupo visitam o Rio de Janeiro, onde Tamou espera encontrar mais informações sobre seus ancestrais portugueses.

O 46º Festival Internacional de Folclore prossegue até 29 de julho de 2018, em Nova Petrópolis, com atrações diárias. O evento é uma realização da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs (AGDFA-NP) e Prefeitura de Nova Petrópolis. O Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis integra o calendário anual da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares.

O evento tem o financiamento do Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura, Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Ministério da Cultura. Patrocínio de Dakota, Piá, Ave Serra, Sicredi, Coopershoes, Banrisul, Suibom e Companhia Riograndense de Saneamento – Corsan. Apoio da Associação Rota Romântica, Banco do Brasil, PD Eventos, Edelbrau e Vértice - Licenciamento e Gestão Ambiental.

 

Mais informações: facebook.com/FestivalInternacionaldeFolclore; www.festivaldefolclore.com.br. Compartilhe momentos de diversidade utilizando #FIFNP2018